quarta-feira, 31. março 2010
Tradução: Deise Viegas - junho/2009
Website:
www.menteilimitada.com
Original:
http://www.emofree.com/palace/palaceof12.htm#Conclusion
Olá pessoal,
Você percebeu que, nesta série, eu não disse a você nada que já não soubesse? Obviamente, eu provavelmente juntei alguns conceitos de uma maneira única e talvez tenha usado algumas metáforas interessantes. Mas o ponto principal é que você já conhecia este material. Eu apenas trouxe à sua atenção coisas como:
- Nossos pensamentos consistentes se tornam nossa realidade.
- Nossos “posso”, “não posso”, “devo”, “não devo” e outras crenças relativas a nossa versão da “verdade” foram escritas em nossas paredes por pais bem-intencionados, amigos, professores, religiões, TV, livros, etc. Vários elementos dessa “verdade” são invenções que nos foram transmitidas que parecem reais e funcionam como nossos “limites”.
- Nós constantemente consultamos a escrita em nossas paredes para entender o significado das coisas que vemos, ouvimos, sentimos, etc.
- É muito mais fácil ver a escrita nas paredes de outra pessoa do que é ver a escrita em nossas próprias paredes. Isto acontece porque nossa versão da “verdade” é, sem dúvida, a “verdade” (ao menos para nós). Todos precisam de ajuda.
- Afirmações sempre funcionam, mas devemos ser cuidadosos para enxergar as afirmações verdadeiras. Freqüentemente nossas afirmações verdadeiras são as afirmações competidoras (ou “sim, mas…”) que surgem no final de uma outra afirmação positiva.
- A EFT é uma ferramenta impressionante para alguém se livrar das afirmações competidoras. Sem isso, as pessoas provavelmente estão afirmando suas afirmações competidoras e ficam presas onde estão.
- Os sonhos nem sempre se tornam reais, mas eles nos dão direções.
- A maneira de fazer o que quer que desejemos já existe. Precisamos apenas nos sintonizar nela. Nossa antena encontrará o “como” para nós. Esta antena (a formação reticular de nosso cérebro) é um de nossos maiores dons. Precisamos apenas estabelecer um objetivo importante para ativá-la.
- Nossas palavras têm grande poder. O uso costumeiro de expressões emocionais provoca mini-experiências dentro de nós e nos condicionam na direção daquelas palavras.
Nós vivemos em um Palácio de Possibilidades. Sempre foi assim e sempre será. A felicidade e a abundância disponíveis em todo o Palácio são nosso direito de nascença. Fomos condicionados de outra forma, é claro, por tudo que foi escrito em nossas paredes.
Essas escritas contém vários “limites”, inclusive coisas como: (1) somos muito velhos ou muito jovens para nos aventurar em algumas áreas do Palácio, (2) as mulheres são limitadas no mundo dos negócios (pelo “teto de celofane”), (3) certos grupos étnicos deveriam conhecer seu lugar, (4) para se tornar financeiramente próspero devemos ser sortudos ou mesquinhos, (5) devemos crescer e parar de sonhar porque sonhos são para crianças, (6) as crianças devem ser vistas e não ouvidas mesmo quando se tornam adultos, (7) o amor é algo que devemos buscar em fontes externas ao invés de alguma coisa que é gerada dentro de nós mesmos, (8) nunca devemos nos destacar em uma multidão, porque as outras pessoas irão nos julgar, (9) nossa opinião não conta, a menos que tenhamos um consenso por trás de nós, (10) devemos ter uma licença e uma longa lista de credenciais para sermos respeitados como terapeutas.
Algumas dessas coisas parecem reais, é claro, mas esta “realidade” nada mais é que escritas imaginárias em nossas paredes. Tudo isto que chamamos “realidade” tem sido violada várias vezes por pessoas cuja principal ferramenta era simplesmente um objetivo sustentado por seus sonhos e afirmações. O caminho para fazer qualquer coisa que você queira já existe. Você precisa somente se sintonizar.
Há outra dimensão para nossa existência que tendemos a negligenciar porque não está contida dentro das três dimensões de espaço familiares. É a dimensão do pensamento. Pensamentos são coisas. Eles não têm limites a menos que escolhamos limitá-los por nós mesmos. Nós podemos imaginar qualquer coisa. Podemos sonhar coisas e transformá-las em nossas missões. Não sabemos quão longe nos levarão. Que excitante! Que incrível! Os pensamentos se movem e dão forma… nossos pensamentos consistentes se tornam nossa realidade.
Amor para todos, Gary
FIM
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -
quarta-feira, 31. março 2010
Tradução: Deise Viegas - agosto/2009
Website:
www.menteilimitada.com
Original:
http://www.emofree.com/palace/palaceof12.htm
Olá pessoal,
Uma garrafa de coca-cola vazia foi a estrela de um filme vários anos atrás.
Se você viu “Os Deuses Devem Estar Loucos” então você já sabe as várias lições que ele nos trás. Nesse filme uma garrafa vazia de coca-cola foi atirada de um pequeno avião enquanto voava sobre uma terra tribal “não civilizada” e pouco povoada. Os nativos a encontraram e, não tendo nada escrito em suas paredes sobre garrafas de coca-cola, ficaram meio confusos sobre ela. Eles não sabiam o que fazer com este estranho objeto de forma esquisita com marcas brancas curvilíneas. De onde veio? Cresceu em uma árvore? Como poderia alguma coisa tão dura ser tão transparente?
Para dar significado a esta garrafa de coca-cola, os nativos tiveram que “preencher os espaços em branco” da melhor forma que eles puderam a partir das escritas em suas paredes. Os nativos inventaram todo tipo de significados para este “presente”, incluindo a suposição de que devia ser um presságio dos Deuses. Se tornou um bem super valorizado e várias facções da comunidade tribal brigaram por ele. Isto causou tanto stress e consternação que os nativos finalmente concluíram que os Deuses deviam estar loucos. Então eles a atiraram da borda do mundo (um precipício alto) num esforço de devolvê-la aos Deuses.
Há um velho ditado que diz: “Nada tem qualquer significado exceto o significado que lhe damos”. Achei isto muito útil ao longo dos anos, mas desejo re-declarar isto agora para se encaixar na metáfora do Palácio das Possibilidades. Re-declarando isto, ficaria mais ou menos assim: “Nada tem qualquer significado exceto aquele que está escrito em nossas paredes”.
Na verdade, nossa significado pessoal para tudo, de uma garrafa de coca-cola até a Bíblia, está escrito em nossas paredes. Isto significa inclusive, é claro, as várias nuances que refletem nossas experiências pessoais. Passe-me uma bola de beisebol, por exemplo, e eu a segurarei com carinho e recriarei dentro de mim as várias excelentes memórias que se formaram em meus primeiros anos. Dê uma bola de beisebol para qualquer outra pessoa, porém, e ela será simplesmente um objeto inanimado que outra pessoa usa para um jogo bobo. Eles podem até mesmo recebê-la com desdém se representar a rejeição de não ter sido escolhido para o time. Beisebol é beisebol. Mas o significado que damos a ele pode ser muito diferente. Tudo está escrito em nossas paredes.
Deveria estar claro agora que nós constantemente consultamos as escritas em nossas paredes a fim de extrair significado da barragem de dados sensoriais que recebemos ao longo de todo o dia. Ao mesmo tempo em que você lê essas palavras seu sistema está perguntando: “o que essas palavras significam?” e, é lógico, você tem um reflexo da escrita em suas paredes que serve como sua resposta. Seu sistema compara as palavras que você está lendo com seu banco de dados existente de experiências, crenças, etc. (escritas em suas paredes) e interpreta as palavras para você. Isto é sutil, é claro. Muito rotineiro. Nós raramente damos ao processo mais do que um pensamento passageiro. Mas, assim como respirar, fazemos isto o dia todo.
Mas o que fazemos quando topamos com alguma coisa para a qual não há escritas em nossas paredes? Como damos sentido a isto quando nossas paredes estão em branco a respeito do assunto? Simples. Fazemos o que os nativos fizeram com a garrafa de coca-cola. Nós inventamos um significado que se encaixe o mais próximo possível dentro da “verdade” que já está escrita em nossas paredes. O “significado” resultante provavelmente é fictício, é claro, mas isso não nos impede de fazê-lo. É uma necessidade humana dar significado ao mundo ao nosso redor e nós sempre (sim, eu disse sempre) faremos isso de modo que se encaixe dentro de nossas crenças existentes.
Observe as crianças a esse respeito. Elas freqüentemente se deparam com novas coisas (pelo menos novas para elas) e elas inventam significados para elas “preenchendo os espaços em branco” a partir das escritas limitadas de suas paredes. Assim um terremoto é um monstro que prende seus pés e Preparação H[1] é o que o vovô usa como creme dental.
Como adultos, nós não cruzamos com itens totalmente novos freqüentemente em nosso ambiente, mas experimentamos informações parciais com grande freqüência. Para dar um significado completo a essa informação parcial nós (assim como as crianças) preenchemos os espaços em branco das escritas em nossas paredes. Os Veteranos do Vietnã que ouvem a palavra “guerra” preenchem os espaços em branco com um significado muito diferente do que os jovens jogadores de videogame. A vítima de um pai abusivo preenche os espaços em branco a respeito do Dia dos Pais de forma muito diferente do que outros.
Isto é criticamente importante reconhecer porque é o centro da cura emocional. Os clientes de terapia estão constantemente preenchendo os espaços em branco para dar significado ao mundo que os cerca.
Ouvir os clientes à medida que eles preenchem os espaços em branco leva a grandes pistas a respeito das questões principais. A verdadeira cura sobre essas questões é evidenciada por como eles preenchem os espaços em branco antes e depois usando EFT. Isso é importante. Muito importante. Em alguns casos, ouvir a mudança em como os clientes preenchem os espaços em branco pode ser mais útil que a escala de 0-10, porque freqüente aponta para uma cura mais global. A escala de 0-10 é muito útil, é claro, mas nada é tão útil quanto a mudança cognitiva eu é comprovada por como o cliente preenche os espaços em branco. Esta mudança cognitiva é o verdadeiro ponto principal.
Finalmente, há uma liberdade envolvida em reconhecer completamente o que fazemos com as escritas em nossas paredes. Reconhecer que todos (inclusive nós mesmos) consultamos constantemente essas escritas para sua versão da “verdade”, conduz a mais entendimentos pacíficos e ao perdão de atitudes. Ajuda-nos a ficar longe de desentendimentos e despersonalizar as ações de outras pessoas. Depois de tudo, eles estão soltando o que outras pessoas tem escrito em suas paredes e que acham que de alguma forma é a “verdade”. Nos permite rir de nossas próprias comédias e reconhecer nossos “limites” pessoais como sendo ficções mentais que são um pouco mais do que crenças de segunda-mão de gerações anteriores de pais, professores, amigos, etc.
A paz que vem com esse entendimento serve para baixar a pressão sanguínea, melhorar relacionamentos e enriquecer a vida. Tudo isto de uma simples percepção mental. Nada mal, não é? Até o prêmio é certo.
Abraços,
Gary
[1] “Preparation H” é uma linha de produtos para o tratamento de hemorróidas.
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -
quarta-feira, 31. março 2010
Tradução: Deise Viegas - maio/2009
Site:
www.menteilimitada.com
Original:
http://www.emofree.com/palace/palaceof11.htm#32
Oi pessoal,
Recebi a seguinte mensagem uns dias atrás de Maria Van Sertima a respeito dos disparos na Columbine High School. Sua mensagem é ótima e ilustra maravilhosamente vários dos princípios do Palácio mesmo quando ela enfatiza seu poder para criar o negativo. Nossos pensamentos consistentes se tornam nossa realidade e se os pensamentos são negativos… adivinhe o que acontece? Li sua bem escrita mensagem várias vezes e a cada vez eu senti um golpe de negatividade em minha mente.
Eu não gostei disso.
Por que? Não gostei das palavras. Elas tiveram um efeito negativo real sobre mim, à medida que as internalizava, não gostei dos sentimentos que tive. Brrrrr, pensei. Que exagero.
No entanto, sou rápido para reconhecer que não fui eu quem não gostou das palavras. Foi a escrita em minhas paredes que avaliou o que aquelas palavras significavam (nos meus termos, é claro, não nos dela). Eu li palavras como sofrimento, tragédia, massacre e assassinos e continuei tendo “ughs” em meu corpo. As palavras têm poder, grande poder. Elas podem, e fazem, mudanças em nossas emoções rapidamente.
A escrita em minhas paredes continuava dizendo: “Ela não precisa ser tão negativa. Ela deveria pegar mais leve. Ela está indo aos extremos e arruinando seu ponto de vista“.
Lembre-se, contudo, que a escolha dela de palavras negativas não estão em meu vocabulário habitual, então elas não combinam muito bem com a escrita residente em minhas paredes. Tenho sido um estudante das palavras e seus efeitos há vários anos e escolhi não viver sob as nuvens negras da intensividade de palavras negativas. Prefiro a chuva suave. Para mim, a morte é um começo ao invés de um trágico fim. Os assassinos são pessoas que precisam de ajuda. Os massacres são evidências de necessidades espirituais.
Assim, por favor, leia o que eu acabei de dizer e então leia a mensagem de Maria abaixo. As chances são que você julgue o “certo” ou o “errado” de nossos comentários.
Você concordará com um de nós ou ficará em algum lugar no meio. Você pode até ser inflexível em suas respostas. O que você está fazendo, é claro, é consultar a escrita em suas paredes sobre o que está sendo dito. A escrita em suas parede está, dessa forma, julgando as escritas nas paredes de Maria e as escritas sobre as minhas. De forma interessante, seus julgamentos parecerão corretos a você porque, depois de tudo, eles vem da sua versão da “verdade” (como escrito em suas paredes). A versão de Maria ou minha versão será julgada como apropriada somente na medida em que refletir a sua versão da “verdade”. Fora isso, você pode querer ignorá-la ou, talvez, se opor veementemente.
Você pode, também, notar o poder das palavras de Maria e quão bem ela ilustra os conceitos que têm sido desenvolvidos com o Palácio das Possibilidades. Ela escreveu uma mensagem muito poderosa e penetrante. Aqui está ela…
Abraços, Gary
Querido Gary e Lista,
A felicidade e excitação que senti durante a conferência [de Las Vegas] foram ofuscadas pelo que aconteceu na Escola Columbine, e provavelmente falo por muitos de nós aqui. As implicações daquela tragédia estão vagarosamente se tornando explícitas. Qual é nosso papel nessa tragédia de nossa nação? Digo nação porque é uma tragédia nacional e, infelizmente, uma indicação das coisas que estão por vir. Não nos enganemos sobre isto. Tão dedicados a ajudar como somos, devemos usar nossa sabedoria para tentar ver as coisas que acontecerão como resultado das práticas dos dias atuais. Neste papel de visionários devemos fazer o que pudermos para evitar sofrimento e tragédias tanto quanto estamos desejosos de curá-los.
Nos últimos 15 anos estive muito preocupada sobre o uso da imaginação de nossas crianças através de entretenimento violento. Em seu livreto [na conferência de Las Vegas] “Tools & Rules #6″ (Ferramentas e Regras nº 6) você declara o axioma bem conhecido: “O cérebro não distingue o que é real e o que é vividamente imaginado. Experiências imaginárias são registradas como se fossem reais”. Se isto é verdade para adultos, mais verdadeiro ainda deve ser para crianças.
“Deus nos salve de nossas crianças”, é o clamor de vários pais nesta terra, enquanto falamos. Com nossa ênfase no “Palácio das Possibilidades” na “escrita sobre nossas paredes”, em se tratando de crianças, devemos fazer nosso melhor para impedir a impressão de escritas terríveis sobre aquelas paredes impressionáveis. Tenho considerado a possibilidade que mensagens destrutivas impressas nas paredes das crianças de hoje freqüentemente vem de entretenimento violento, especialmente videogames, não de pais abusivos. Esta é uma explicação possível para tantos assassinos jovens vindos de lares normais, médios ou “bons o bastante”.
Além de tratar crianças por traumas indiretos provocados por videogames e filmes, etc., devemos também prestar atenção a sua exposição continuada à fonte de sua traumatização e fazer o que pudermos para removê-los de suas vidas. A Associação Médica Americana chamou o entretenimento violento de “a causa número um dos problemas de saúde”. Olhando os vídeos dos assassinos de Columbine criados na internet (alterando um jogo chamado Doom para se adequar ao massacre projetado por eles na escola) deve ser um alerta para despertar todos os profissionais de saúde e terapeutas sobre o mau uso que tem sido feito da imaginação de nossas crianças. Não seremos os últimos a saber disto. Me lembro que nenhum dos “experts” (sociólogos, historiadores, filósofos, etc) predisseram a erupção da rebelião jovem nos anos 60.
A imaginação humana é nossa área de especialização, porque todas as mudanças maravilhosas acontecem neste nível. A projeção, a empolgação, e o planejamento de atos violentos também acontecem na imaginação humana. O vício em violência deveria ser tratado como todos os outros vícios e a primeira coisa com relação à juventude é prevenção. Continue mantendo-os longe das “substâncias” nocivas!
Nossa mente, e mais especificamente nossa imaginação, é um lugar tanto bom quanto mau dentro do “Palácio das Possibilidades” . Ensaiar massacres pode ser emocionante, e uma indicação das coisas que estão por vir, como imaginar um “home run[1] fictício”. Que assustador!
Lembranças,
Maria Van Sertima
P.S. DO GARY: Me pergunto o que poderia acontecer se de repente percebêssemos que TODOS respondem de acordo com as diversas escritas em suas paredes. Sei que você já reconhece este fenômeno, mas o que aconteceria se nós REALMENTE internalizássemos isto e olhássemos sob esta luz TODOS nossos clientes, pais, filhos, cônjuges, empregados e “inimigos” que “discordam da gente”. Poderia ser mais fácil chegar à paz a ao perdão? Depois de tudo, quem poderia ficar aborrecido sobre um desacordo quando se reconhece que ambos os lados estão meramente esmurrando a mesa como se todo assunto colocado em suas paredes por pais, orientadores, religiões, escolas, TV, livros, etc, fosse verdade?
[1] Home run: jogada de beisebol
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -