quarta-feira, 31. março 2010
Tradução: Deise Viegas - agosto/2009
Website:
www.menteilimitada.com
Original:
http://www.emofree.com/palace/palaceof12.htm
Olá pessoal,
Uma garrafa de coca-cola vazia foi a estrela de um filme vários anos atrás.
Se você viu “Os Deuses Devem Estar Loucos” então você já sabe as várias lições que ele nos trás. Nesse filme uma garrafa vazia de coca-cola foi atirada de um pequeno avião enquanto voava sobre uma terra tribal “não civilizada” e pouco povoada. Os nativos a encontraram e, não tendo nada escrito em suas paredes sobre garrafas de coca-cola, ficaram meio confusos sobre ela. Eles não sabiam o que fazer com este estranho objeto de forma esquisita com marcas brancas curvilíneas. De onde veio? Cresceu em uma árvore? Como poderia alguma coisa tão dura ser tão transparente?
Para dar significado a esta garrafa de coca-cola, os nativos tiveram que “preencher os espaços em branco” da melhor forma que eles puderam a partir das escritas em suas paredes. Os nativos inventaram todo tipo de significados para este “presente”, incluindo a suposição de que devia ser um presságio dos Deuses. Se tornou um bem super valorizado e várias facções da comunidade tribal brigaram por ele. Isto causou tanto stress e consternação que os nativos finalmente concluíram que os Deuses deviam estar loucos. Então eles a atiraram da borda do mundo (um precipício alto) num esforço de devolvê-la aos Deuses.
Há um velho ditado que diz: “Nada tem qualquer significado exceto o significado que lhe damos”. Achei isto muito útil ao longo dos anos, mas desejo re-declarar isto agora para se encaixar na metáfora do Palácio das Possibilidades. Re-declarando isto, ficaria mais ou menos assim: “Nada tem qualquer significado exceto aquele que está escrito em nossas paredes”.
Na verdade, nossa significado pessoal para tudo, de uma garrafa de coca-cola até a Bíblia, está escrito em nossas paredes. Isto significa inclusive, é claro, as várias nuances que refletem nossas experiências pessoais. Passe-me uma bola de beisebol, por exemplo, e eu a segurarei com carinho e recriarei dentro de mim as várias excelentes memórias que se formaram em meus primeiros anos. Dê uma bola de beisebol para qualquer outra pessoa, porém, e ela será simplesmente um objeto inanimado que outra pessoa usa para um jogo bobo. Eles podem até mesmo recebê-la com desdém se representar a rejeição de não ter sido escolhido para o time. Beisebol é beisebol. Mas o significado que damos a ele pode ser muito diferente. Tudo está escrito em nossas paredes.
Deveria estar claro agora que nós constantemente consultamos as escritas em nossas paredes a fim de extrair significado da barragem de dados sensoriais que recebemos ao longo de todo o dia. Ao mesmo tempo em que você lê essas palavras seu sistema está perguntando: “o que essas palavras significam?” e, é lógico, você tem um reflexo da escrita em suas paredes que serve como sua resposta. Seu sistema compara as palavras que você está lendo com seu banco de dados existente de experiências, crenças, etc. (escritas em suas paredes) e interpreta as palavras para você. Isto é sutil, é claro. Muito rotineiro. Nós raramente damos ao processo mais do que um pensamento passageiro. Mas, assim como respirar, fazemos isto o dia todo.
Mas o que fazemos quando topamos com alguma coisa para a qual não há escritas em nossas paredes? Como damos sentido a isto quando nossas paredes estão em branco a respeito do assunto? Simples. Fazemos o que os nativos fizeram com a garrafa de coca-cola. Nós inventamos um significado que se encaixe o mais próximo possível dentro da “verdade” que já está escrita em nossas paredes. O “significado” resultante provavelmente é fictício, é claro, mas isso não nos impede de fazê-lo. É uma necessidade humana dar significado ao mundo ao nosso redor e nós sempre (sim, eu disse sempre) faremos isso de modo que se encaixe dentro de nossas crenças existentes.
Observe as crianças a esse respeito. Elas freqüentemente se deparam com novas coisas (pelo menos novas para elas) e elas inventam significados para elas “preenchendo os espaços em branco” a partir das escritas limitadas de suas paredes. Assim um terremoto é um monstro que prende seus pés e Preparação H[1] é o que o vovô usa como creme dental.
Como adultos, nós não cruzamos com itens totalmente novos freqüentemente em nosso ambiente, mas experimentamos informações parciais com grande freqüência. Para dar um significado completo a essa informação parcial nós (assim como as crianças) preenchemos os espaços em branco das escritas em nossas paredes. Os Veteranos do Vietnã que ouvem a palavra “guerra” preenchem os espaços em branco com um significado muito diferente do que os jovens jogadores de videogame. A vítima de um pai abusivo preenche os espaços em branco a respeito do Dia dos Pais de forma muito diferente do que outros.
Isto é criticamente importante reconhecer porque é o centro da cura emocional. Os clientes de terapia estão constantemente preenchendo os espaços em branco para dar significado ao mundo que os cerca.
Ouvir os clientes à medida que eles preenchem os espaços em branco leva a grandes pistas a respeito das questões principais. A verdadeira cura sobre essas questões é evidenciada por como eles preenchem os espaços em branco antes e depois usando EFT. Isso é importante. Muito importante. Em alguns casos, ouvir a mudança em como os clientes preenchem os espaços em branco pode ser mais útil que a escala de 0-10, porque freqüente aponta para uma cura mais global. A escala de 0-10 é muito útil, é claro, mas nada é tão útil quanto a mudança cognitiva eu é comprovada por como o cliente preenche os espaços em branco. Esta mudança cognitiva é o verdadeiro ponto principal.
Finalmente, há uma liberdade envolvida em reconhecer completamente o que fazemos com as escritas em nossas paredes. Reconhecer que todos (inclusive nós mesmos) consultamos constantemente essas escritas para sua versão da “verdade”, conduz a mais entendimentos pacíficos e ao perdão de atitudes. Ajuda-nos a ficar longe de desentendimentos e despersonalizar as ações de outras pessoas. Depois de tudo, eles estão soltando o que outras pessoas tem escrito em suas paredes e que acham que de alguma forma é a “verdade”. Nos permite rir de nossas próprias comédias e reconhecer nossos “limites” pessoais como sendo ficções mentais que são um pouco mais do que crenças de segunda-mão de gerações anteriores de pais, professores, amigos, etc.
A paz que vem com esse entendimento serve para baixar a pressão sanguínea, melhorar relacionamentos e enriquecer a vida. Tudo isto de uma simples percepção mental. Nada mal, não é? Até o prêmio é certo.
Abraços,
Gary
[1] “Preparation H” é uma linha de produtos para o tratamento de hemorróidas.
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -
quarta-feira, 31. março 2010
Tradução: Deise Viegas – abril/2009
Website:
www.menteilimitada.com
Original:
http://www.emofree.com/palace/palaceof10.htm#28
Olá a todos,
Vamos dar uma olhada mais profunda nesta idéia de que a REPETIÇÃO e a EMOÇÃO são os personagens principais em influenciar as escritas em nossas paredes. Como declarado anteriormente, a indústria da propaganda tem capitalizado sobre este fenômeno de uma grande maneira. Eles gastam milhões nesse esforço muito bem sucedido. É óbvio. É o senso comum. Ainda, quantos de nós “fazemos propaganda para nós mesmos” através da REPETIÇÃO e da EMOÇÃO? Jane Holmes-Roughton apresentou isto muito sucintamente nesta mensagem recente para mim…
DE JANE HOLMES-ROUGHTON
Sobre a propaganda –
Há poucos anos atrás quando eu estava fazendo alguns trabalhos experimentais com crianças que eram deficientes mentais e estavam na escola primária, o diretor da escola me disse que apesar de tentarem, os professores achavam muito difícil conseguir que os estudantes aprendessem o que eles tentavam lhes ensinar. Mas, muito pelo contrário, os estudantes deficientes estavam aprendendo – sozinhos – todos os jingles comerciais da TV. Veja só, se esta não foi a maior e mais rápida dica que já ouvi, vindo de suas bocas, mas aparentemente sem chegar a seus cérebros! Assim projetamos um programa para ensinar-lhes o que deveriam aprender usando cores e ritmos e tons e repetição, e é lógico que funcionou! Infelizmente, algumas vezes ficamos tão enfeitiçados por nossos métodos habituais que ficamos relutantes em liberá-los por alguma coisa mais eficiente. (Eu mesma inclusa aqui, é claro).
Então por que não utilizarmos o que é óbvio? Por que não imitar os sucessos das propagandas que estão diante de nós todo dia? Por que não fazer para nós mesmos (de graça) o que as agências de publicidade gastam bilhões de dólares para fazer a cada ano?
Aqui está como apresentei isto em meu seminário “Como Dirigir Seu Próprio Ônibus”. Eu o cito abaixo, palavra por palavra, EXCETO que ajustei-o para usar a metáfora “escrita em suas paredes” ao invés daquela envolvendo os passageiros em seu ônibus.
DE UM SEMINÁRIO ANTERIOR
GARY: Agora vem uma das partes realmente divertidas deste dia… Técnicas de TV. Isto, na verdade, é uma forma de fazer afirmações que estou tratando separadamente. É outra maneira de construir afirmações em sua mente e se divertir fazendo isto.
Propagandas gastam bilhões em repetição e emoção para fazer uma coisa… colocar seus escritos em suas paredes. Eles fazem isto porque funciona. Por que não usar as mesmas técnicas para “fazer propaganda para si mesmo?” Primeiro, vou dar a você um pequeno histórico. As propagandas de TV gastam bilhões de dólares para fazer uma coisa. O que é?
HOMEM: Para me fazer lavagem cerebral.
Nota da tradutora: os exemplos abaixo são de propagandas exibidas nos EUA, portanto poderão não fazer sentido aparentemente.
GARY: Para fazer lavagem cerebral em você. Eles estão tentando colocar suas escritas em suas paredes. Eles gastam bilhões para fazer isto. E há somente uma única razão para fazerem isto… porque funciona. Te perguntei anteriormente e te perguntarei novamente, quantos podem terminar esta frase? “Winston tem um gosto tão bom quanto um…”
PLATÉIA: cigarro deveria ter.
GARY: Esta propaganda não é vista na TV há 20 anos. Como você soletra alívio? R-O…
PLATÉIA: L-A-I-D-S
GARY: As coisas ficam melhor com…
PLATÉIA: Coca
GARY: A noite pertence ao…
PLATÉIA: Michelob
GARY: Michelob. Não este tipo de luz. Eu disse que quero um…
PLATÉIA: Bud Light
GARY: Bud Light.
A propaganda de TV é desenvolvida para inundar você com repetição e emoção. Continuamente eles repetem essas coisas. E a qualquer momento que eles possam colocar emoção, eles o farão. E quanto a este? “Você merece uma paradinha hoje no…
PLATÉIA: McDonald´s
GARY: Certo, e além disso você se lembra do que viu na TV. Tipicamente, todo o pessoal do McDonald´s está na frente da loja do lado de fora, e todos estão cantando para você. O cozinheiro, o lavador de pratos, os garçons e todos, certo? Você tem a sensação de que é um lugar divertido para estar. Então, se você gosta da comida do McDonalds ou não, provavelmente você o reconhece emocionalmente como um lugar divertido para estar e, provavelmente é limpo e, provavelmente tem um número de coisas positivas como estas. Tudo é feito, é claro, para seduzir você a ir ao McDonalds.
E tudo isto é feito pela propaganda… repetição e emoção.
Agora, há uma forma de propaganda que eu particularmente gosto, pelo menos para nossos propósitos. Anteriormente pedi a você para finalizar esta sentença: “Winston tem um gosto tão bom quanto um…” que é o modo falado daquela propaganda. O outro modo é na forma de uma canção. Quantos se lembram disto? [Gary canta] “Winston tem um gosto tão bom quanto um [clap, clap] cigarro deveria ter”. [Mãos para cima] Lembram disto? Qual tem mais impacto? A forma falada ou a música?
PLATÉIA: A música.
GARY: Sim. Por que?
PLATÉIA: É animada.
GARY: É claro. A música tem um ritmo para isto. Tem uma cadência. Você canta músicas para si mesmo, casualmente? Você tem músicas favoritas? Você as canta em sua cabeça de vez em quando? [A platéia acena com a cabeça que sim] Com certeza, e provavelmente você canta as palavras que vem originalmente com as músicas. Invente seus próprios jingles (músicas de propagandas). Coloque suas afirmações em suas músicas favoritas. Faça propaganda para você mesmo.
Por que não colocar as palavras de suas afirmações em suas músicas favoritas? Veja, esta é uma maneira de fazer propaganda para você mesmo com cadência e ritmo e música. É uma maneira maravilhosa para incrustar suas afirmações em seu sistema. É divertido fazer isto. Você pode mudar as palavras o quanto você quiser. Você pode mudar as músicas o quanto quiser. Quero fazer uma coisa aqui. [Gary pega seu violão] Quero cantar uma música para você que pode ser qualificada como um “jingle-ish” (uma música sanduíche). Veja se você reconhece esta música. Acho que a maioria de vocês já a ouviu. [Gary "arranha" o violão e canta].
“O velho MacDonald tinha uma fazenda. Ee-ii-ee-ii-”
Reconhecem isto?
“E nesta fazenda ele tinha alguns…”
…o que?
PLATÉIA: Patos.
GARY: Patos. Ee-ii-ee-ii-o. Agora, tenho certeza que todos conhecem o resto dessas palavras então cantem comigo.
Com um quack-quack aqui. E um quack-quack lá.
Um quack aqui e um quack lá. Por toda parte um quack-quack.
O velho MacDonald tinha uma fazenda. Ee-ii-ee-ii-o.
E na fazenda ele tinha alguns…
PLATÉIA: Porcos.
GARY/PLATÉIA: Porcos.
Com um oink-oink aqui. E um oink-oink lá.
Um oink aqui. Um oink lá. Por toda parte um oink-oink.
Um quack-quack aqui. Um quack-quack lá.
Um quack aqui, um quack lá. Por toda parte um quack-quack.
O velho MacDonald tinha uma fazenda. Ee-ii-ee-ii-o.
Bom, você pode gostar ou não desta música em particular, mas é uma música que você conhece e tem um ritmo vívido, um pouco pegajoso e algumas boas qualidades de um jingle.
Para dar a você a idéia disto, vamos colocar algumas afirmações para esta música. Por favor, vá para a página 17[1] e você verá algumas palavras alternativas. O primeiro conjunto de palavras é “Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade”. Cantem comigo…
Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade.
Com um pensamento pensamento aqui e um pensamento pensamento lá.
Um pensamento aqui. Um pensamento lá. Por toda parte um pensamento pensamento.
Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade.
Agora, esta é uma música divertida, não é? Pode ser uma maneira divertida de fazer suas afirmações.
Deixe-me te perguntar uma coisa. Se você cantar esta música para si mesmo quando você estiver dirigindo e durante o tempo livre e assim por diante, o que isto poderia fazer por seu processo de pensamento? O que você acha? Quem pode me dizer?
PLATÉIA: Vai reforçá-lo.
PLATÉIA: O reforçará.
GARY: Irá reforçá-lo. É claro. O que mais poderia fazer? Você estaria mais consciente do que?
PLATÉIA: De seus pensamentos.
GARY: Do que você está pensando. Está absolutamente certo. Veja, se você continuar incrustando “Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade”, você começará a notar a qualidade de seus pensamentos. Também ativará sua antena.
Fará com que você veja o link entre seus pensamentos e o que está acontecendo em seu mundo. Muito importante. Se eu pudesse fazer uma exigência deste seminário, seria cantar esta música freqüentemente ao longo do dia. Daria a você uma consciência incalculável de onde seus pensamentos estão levando você. Vamos cantar mais uma vez.
GARY/PLATÉIA:
Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade.
Com um pensamento pensamento aqui e um pensamento pensamento la.
Um pensamento aqui. Um pensamento lá. Por toda parte um pensamento pensamento.
Meus pensamentos persistentes se tornam minha realidade.
GARY: Bom. Vamos colocar outras palavras. [Ainda na página 17] Esta é para rendimentos. Perceba que coloquei 7K[2] por mês. Você poderia dizer 7 mil por mês se quiser. Isto pode ser ou não seu objetivo. Tudo bem. É apenas para te dar uma idéia. Coloque seu próprio número: 10 ou 3 ou 15 ou o que for realisticamente possível para você. Aqui vamos nós.
GARY/PLATÉIA:
Eu ganho sete K por mês, com muita facilidade.
Com um dólar dólar aqui. E um dólar dólar lá.
Um dólar aqui. Um dólar lá. Por toda parte um dólar dólar.
Eu ganho sete K por mês, com muita facilidade.
GARY: Agora, isto é um tipo de diversão, não é? Veja, se você continuar colocando em sua mente: “Eu ganho sete mil por mês”, ou qualquer que seja seu número, e você o faz consistentemente, seu sistema começa a ter uma idéia diferente sobre quem você é. Você está começando gradualmente, como uma criança em crescimento, crescendo na direção de ganhar 7 mil por mês. Depois de um tempo, você olhará para trás e aqueles 3 mil por mês não te representaram mais. Não é mais você.
VICKY: O que você faz se você não quer se limitar a uma certa quantia? Se você realmente quer conseguir tudo o que você pode?
GARY: Sugiro que você seja específica, primeiro. Não o chamo de limite porque você pode sempre aumentá-lo. Uma vez que você atingiu sete, por exemplo, você poderia ir para 10 e então para 15 e daí para cima. Mas quando você diz alguma coisa não-específica como: “Eu ganho muito dinheiro”, você não tem como medir seu progresso, tem? Quanto é muito dinheiro? Percebe? Você vai querer fazê-lo o mais específico que você puder.
Agora aqui está uma que eu mesmo uso: “Sou um exemplo de saúde vibrante”.
Façam esta comigo.
GARY/PLATÉIA:
Eu sou um exemplo de saúde vibrante. Basta olhar para mim.
Com um vibre vibre aqui e um vibre vibre lá.
Um vibre aqui. Um vibre lá. Por todo lugar um vibre vibre.
Eu sou um exemplo de saúde vibrante. Basta olhar para mim.
GARY: Bom. Agora, tudo isto é para “O Velho MacDonald Tinha Uma Fazenda”. Se você gosta da música, coloque suas afirmações nela. De qualquer forma, não há uma regra que você tenha que usar esta música. Use sua música favorita… uma que você cante freqüentemente.
Acontece que eu tenho uma música que eu adoro cantar. Sempre gostei. Se chama “In The Early Morning Rain”. Quantos já ouviram esta música? [Mãos são erguidas] Ah, é bastante. Para aqueles que não ouviram, vou cantar algumas das primeiras estrofes. Então direi a vocês o que faço com ela.
Na chuva da madrugada, com um dólar em minha mão.
E uma dor em meu coração e meus bolsos cheios de areia.
Eu adoro esta música. Canto todo o tempo de qualquer jeito. Enquanto ecoa em minha cabeça, posso colocar minhas próprias palavras. Assim, coloco várias de minhas próprias afirmações pessoais nela. “Eu sou um exemplo de saúde vibrante”, é uma. Isto é muito importante para mim como você pode perceber. Eu mencionei várias vezes: “Eu faço a diferença aonde vou”. Isto se relaciona à minha conexão com você e estes seminários. “Minha harmonia com Adrienee cria uma sinfonia que você conhece”. Este é meu relacionamento com Adrienne. Todas são boas afirmações então as coloco todas juntas nesta música.
GARY canta:
Eu sou um exemplo de saúde vibrante. Eu faço a diferença aonde eu vou.
Minha harmonia com Adrienne cria uma sinfonia, você sabe.
A propósito, Adrienne adora isto.
Sempre gostei de Elvis Presley. Você pode não lembrar da primeira música que Elvis Presley gravou. Não foi Heartbreak Hotel nem Hound Dog ou qualquer das músicas que você está acostumado. Foi chamada That´s All Right Mama. Quantos lembram disso? [Mãos se levantam] Eu adoro esta música. Canto em minha mente: “That´s all right mama” (Está tudo certo mãe).
Agora, vou cantar esta música, mas não ouso fazer isto sem uma homenagem a Elvis. Isto não é fácil para mim porque eu não pareço com ele. E eu não rebolo como ele. E não canto como ele. Mas tem uma coisa que eu posso fazer que ele fazia. E isto é dar a você um “olhar” de Elvis. [Gary faz um olhar de Elvis].
PLATÉIA: [Risadas]
GARY: Lembram disso? Aqui está a música.
Well, that’s all right mama. That’s all right for you.
That’s all right mama, just any way you do.
Well, that’s all right. That’s all right.
Well, that’s all right, now mama. Any way you do.
[PARA ADRIENNE] Adrienne, por favor venha aqui por um segundo e sente aqui perto de mim.
Já que eu gosto dessa música, desenvolvi algumas afirmações para usar com ela. Um de meus objetivos é paz pessoal. Eu quero olhar além dos agravantes nesse mundo. Eu realmente quero ver paz e harmonia em tudo e em todos que eu vejo. Isto é muito importante para mim. Então, tenho uma afirmação que diz “A paz é minha companheira. O perdão é meu amigo. A saúde é meu exemplo e minhas palestras são procuradas”. Aqui são várias afirmações, todas em uma música, certo?
ADRIENNE: [Agora no palco] Se eu me engasgar com isso, você terá que me salvar.
GARY: Tudo bem. Você está nervosa?
ADRIENNE: Sim. Eu não sou a palestrante.
GARY: Certo. Mas de qualquer maneira, nós vamos pegar o carro e ela estará sentada ao meu lado e de repente um de nós começará a cantar. Então o outro acompanhará. Vamos dar-lhes nosso pequeno dueto.
ADRIENNE: Tudo bem.
GARY/ADRIENNE cantam:
A paz é minha companheira. O perdão é meu amigo.
A saúde é meu exemplo e nossas palestras são procuradas.
Assim é como é. Assim é como é.
A paz é minha companheira. O perdão é meu amigo.
[Aplauso] Pegou a idéia? Veja, esta é uma música divertida. Você pode não gostar desta música do Elvis em particular, mas eu realmente gosto. E canto de qualquer jeito. Então poderia muito bem colocar minhas afirmações nela.
O que você imagina que acontece com meu processo de pensamento ao cantar esta música repetidamente? Começo a notar paz pelo mundo com mais freqüência? E me movo naquela direção? Com certeza. Por exemplo, quando testemunho o ato de criticar em outra pessoa tendo a pensar: “Bom, onde está a paz nisto? Aquela pessoa não deveria estar criticando. Talvez ele precise de alguma ajuda. Me pergunto: o que poderia ser útil aqui?” Começo a pensar em paz gerando pensamentos porque continuo pensando para mim mesmo “A paz é minha companheira. O perdão é meu amigo”.
Outra música, olhem na página 18[3]. Esta é Amore. Dean Martin. Lembram desta música?
PLATÉIA: Ah sim.
GARY: As palavras originais estão no alto da página. Vamos cantá-las, certo?
GARY/PLATÉIA cantam:
When the moon hits your eye like a big pizza pie, that’s amore.
When the world seems to shine like you’ve had too much wine, you’re in love.
When you walk in a dream, and you know you’re not dreaming, senore.
‘Scusa me, but you see back in old Napoli, that’s amore.”
GARY: Para aqueles que tem problemas de peso. [Da página 18]
Quando minha balança gira e diz 59 quilos…
GARY/PLATÉIA:
Quando a balança gira e diz 59 quilos, isto é normal.
Quando minhas roupas parecem tão largas em meu pequeno traseiro, estou tão elegante.
Quando ando em uma sala, todos os olhares me acompanham.
Desculpe-me, mas veja só, com este corpo magro, sou tão atraente.
GARY: O uso de afirmações é uma coisa extraordinariamente poderosa. Mas você deve se manter no caminho. Se você não encontrar uma maneira de ficar no caminho, você irá descarrilar. Esta história já foi contada um sem número de vezes. Então… tente colocar suas afirmações em suas músicas favoritas. Há uma batida. Uma cadência. Um ritmo. Repetição e emoção. Muito poderoso.
Abraços para todos, Gary
[1] Refere-se à página da apostila do seminário “Como Dirigir Seu Próprio Ônibus”.
[2] Uma gíria americana que quer dizer sete mil dólares.
[3] Refere-se a apostila do seminário “Como Dirigir Seu Próprio Ônibus”
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -
quarta-feira, 31. março 2010
Texto original em inglês: Gary Craig, Fundador da EFT
Website:
www.emofree.com
Tradução: André Lima, Terapeuta Holístico – Praticante de EFT, Mestre Reiki e Terapeuta floral
Website:
www.eftbr.com.br
Email:
andre@eftbr.com.br
Comunidade no Orkut sobre EFT:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=25394479
Olá para todos,
Antes de prosseguir, vamos olhar para onde estávamos.
Nós assumimos que vivemos em um Palácio de Possibilidades, mas que tendemos a ficar nas salas nas quais os limites estão escritos em nossas paredes em forma de “eu posso”, “eu não posso”, “eu devo”, “eu não devo”, etc. Estas são nossas afirmações existentes (as quais nós consultamos constantemente) e servem para nos manter onde estamos. Elas são nossos pensamentos habituais que se tornaram nossa realidade.
Se quisermos ter uma nova realidade (peso, saúde, relacionamentos, negócios, dinheiro, espiritualidade, etc.), precisamos primeiro estabelecer novos pensamentos habituais. Nossas metas verdadeiras (“EU QUERO” e não “EU DEVO”) podem ser colocadas na forma de afirmações e escritas nas nossas paredes. Isto irá nos mover na direção da nova realidade *se* as afirmações competidoras forem apagadas com a EFT. Uma vez que a competição acaba, as afirmações têm um caminho limpo para trazer uma nova realidade. O uso direcionado da nossa imaginação, o sonhar durante o dia, acrescenta uma força substancial ao processo.
Logo, logo espero colocar tudo isto junto com casos reais, como fazer e etc. Eu até irei adicionar mais algumas ferramentas. Por hora, entretanto, estou lançando a fundação de forma que tenhamos um entendimento em comum sobre o qual construiremos. A este respeito, tenho mais um conceito para trazer à sua atenção. Vou chamá-lo de Antena.
A Antena é a minha metáfora para a parte do nosso cérebro chamada de Formação Reticular. É um pedaço do tamanho de uma bola de gude de “massa cinzenta” que é responsável por filtrar a grande massa de estímulos sensoriais que recebemos a cada segundo de nossa existência. Este pedaço tem uma forma de trazer à nossa percepção, apenas o que consideramos importante. É uma habilidade que normalmente nem percebemos. Felizmente, o uso apropriado de afirmações, metas e do sonhar durante o dia servem para orientar nossa Antena de forma que começamos a nos sintonizar em novos aspectos da nossa nova realidade em construção.
A Antena é REALMENTE importante como uma ferramenta do Palácio porque ela acha para nós a maneira de atingirmos nossa nova meta. Isto tem uma importância crítica para aqueles que não vão atrás de uma meta, a menos que tenham descoberto de que maneira irão fazê-lo. Isto é como fazer as coisas ao contrário, porque criar uma nova realidade através de afirmações e do sonhar durante do dia automaticamente invoca a nossa Antena, que, por sua vez, acha o “como fazer” pra você. Coloco da seguinte forma, “A maneira de fazer o que quer que você queira já existe. Você precisa apenas se sintonizar nela.” Isto é uma habilidade fascinante que todos nós temos.
Para melhor fundamentar a idéia da Antena, eu incluo abaixo mais partes transcritas do meu seminário sobre “Como Dirigir Nosso Próprio Ônibus”.
DA TRANSCRIÇÃO DO SEMINÁRIO “COMO DIGIRIR NOSSO PRÓPRIO ONIBUS”
GARY: Angela, eu quero perguntar algo a você. Agora, nós estamos conversando e você está focando em mim, certo? (Angela balança a cabeça com um sim). E você está ouvindo o que estou dizendo. Verdade? (Angela balança a cabeça com um sim). Certo. Enquanto está me ouvindo, você está percebendo a sua respiração?
ANGELA: Não
GARY: Está agora?
ANGELA: Sim
GARY: Sim. Porque eu foquei a sua atenção para isto. Agora que está conversando comigo, está percebendo qualquer sensação no seu pé esquerdo?
ANGELA: Bem, sim, agora que você mencionou.
GARY: Agora que está conversando comigo, está percebendo as batidas do seu coração?
ANGELA: Sim.
GARY: Mas você não estava há um minuto atrás. Certo?
ANGELA: Certo.
GARY: (Para a platéia). Vocês vêem, nós temos incontáveis estímulos sensoriais que constantemente estão nos perturbando. Todos os tipos de visão e sons, e sensações internas do corpo estão continuamente batendo na porta dos nossos sentidos. Eu li que alguns psicólogos estimaram isto em 2 milhões de estímulos por segundo.
Se o seu cérebro tivesse que prestar atenção a dois milhões de estímulos a cada segundo, você ficaria louco não? Então, o seu cérebro tem uma maneira de dizer, “Aquele assunto não é importante. Vou focar no que é importante e deixar o resto em paz”. E o pedaço do cérebro que faz isto é chamado de formação reticular. Tem o tamanho aproximado de uma bola de gude e tem muitas funções.
A função que nos interessa aqui é chamada de sistema de ativação reticular. Eu a chamo de sua Antena. Ela é projetada para achar o que é importante pra você. (Gary vai para a platéia).
(Para Gordon) Eu não sei o seu nome.
GORDON: Gordon
GARY: Gordon. Gordon Williams, certo?
Quero que suponha neste momento que nesta sala há uma grande festa, um coquetel onde todos conversam. Todas as vozes criam um ruído de barulho na sala e você e eu estamos conversando… um a um. Estamos interessados no nosso assunto, temos uma boa interação e estamos realmente focados na nossa conversa. Agora, me deixe ver, você conhece Ann e Mike ali (Gary aponta para Ann e Mike… a uns três metros de distância).
GORDON: Agora conheço.
GARY: Certo. Agora, enquanto estamos conversando, seria fácil saber o que uma outra pessoa nesta sala está falando?
GORDON: Não.
GARY: Okay. Você sabe sobre o que Ane e Mike estão falando?
GORDON: Não.
GARY: Agora, vamos supor que você e eu estamos conversando. Ana vira para Mike e diz estas palavras, “Gordon Williams.” Você consegue escutar?
GORDON: Aposto que sim.
GARY: O que eu gostaria de saber é, como você consegue fazer isto? Como consegue ouvir?
GORDON: Ouvidos inteligentes.
GARY: Ouvidos inteligentes. Eu nunca sei o que vou escutar nestes seminários. (Platéia ri). Ouvidos inteligentes. Bem, você pode dizer que é isto. De alguma forma, dentre centenas de palavras que estão sendo faladas por minuto nesta sala, você pegou duas palavras que Ann falou. E ela é totalmente desconhecida pra você, certo?
GORDON: Certo.
GARY: (Para a platéia) Quantos de vocês acham que ouviriam o nome? (Todas as mãos levantadas) (Para Gordon) Pode sentar Gordon. (Para platéia) Poderíamos aplaudir Gordon? (Aplausos)
Então, como consegue isto? Quero saber, como faz isso? Quero dizer, é um dom, não é?
SENHORA: Já ouvimos nossos nomes bilhões de vezes.
GARY: Bem, você ouviu bilhões de vezes. Está certo. Você também ouviu as palavras “o”, e “e” e todo tipo de palavra também, certo?
SENHORA: Sim.
HOMEM: É um coisa importante.
GARY: Sim! É importante pra você. Vejam, sua antena é projetada para localizar coisas que são importantes pra você. Seu nome é importante pra você, assim como o que alguém fala sobre você. Então, quando o seu nome é dito numa festa, (Gary estala os dedos) sua antena capta pra você.
Quantas mães temos nesta sala? (Mãos levantadas). Certo, mães, deixe eu descrever uma cena. Você vem do hospital logo após o nascimento do bebê. O pai precisa trabalhar e então você vai para as tarefas do dia da melhor forma que pode, incluindo o cuidado que o bebê precisa. O pai volta pra casa, vocês jantam e a noite continua. Você está bem cansada por causa do estado de fraqueza. Você alimenta o bebê. Você cuida da fralda do bebê e o coloca para dormir em um quarto duas portas distante do seu, onde você deitou na cama com o pai e caiu num sono profundo. Tão profundo, que se um caminhão viesse para dentro da sala, você não escutaria.
Então, duas horas depois, quando você está no sono mais profundo possível, um pequeno barulho bem a duas portas de distância que soa como isto (Gary faz o som de um bebê chorando… a platéia ri). Um pequeno choro de bebê. Vocês escutam mães?
MÃES: Sim.
GARY: Agora, como fazem isso. Se vocês não ouviriam um caminhão entrando, como ouviram o choro?
LADY: A sua antena.
GARY: Sua antena. Sim. Então, sua antena encontra o que é importante pra você mesmo apesar de você estar dormindo. Deixe-me perguntar. O pai escuta?
PLATÉIA: (Alguns dizem sim, outros não)
GARY: Normalmente, o pai escuta?
SHERWOOD: Eu escuto.
GARY: Certo, temos um pai aqui que escuta. (aplauso)
JUDY: Isto é porque ele é muito bom. (Risos)
GARY: (Para Sherwood) Se você não escutasse, Sherwood, significaria que haveria algo de errado com você, certo? Você não mais seria “bom”. (Para a platéia). Normalmente, entretanto, o pai não ouve. Quero saber o porquê não. É por que ele é uma pessoa má?
SENHORA: Sim! (risos) Ele está no processo de negação.
GARY: Porque ele está em processo de negação, eu ouvi. Qual outro motivo que ele não escuta?
HOMEM: Ele não tem que escutar.
GARY: Certo. Ele não tem que escutar. Porque normalmente nesta situação, a mãe irá cuidar disto. O pai diz para ele mesmo, “Eu preciso trabalhar amanhã. Não faz sentido nós dois perdemos o sono. Tudo já está sendo resolvido.” O pai tende a não ouvir porque a sua antena não está ativa nessa área. Ele sabe que a antena da mãe fará o trabalho. Mas deixe-me perguntar. O que acontece se a mãe sai por um final de semana e o pai está em casa com o bebê. O pai consegue ouvir?
PLATÉIA: Sim.
GARY: É claro. A antena dele começa a funcionar, não é? Nossa antena é um presente. A usamos o tempo todo, mas nem percebemos. Normalmente, não estamos nem cientes de que podemos direcionar o seu poder para usos específicos. Mas podemos. Quando você faz afirmações, você gera uma conscientização na sua mente do “novo você” que deseja criar. O novo corpo que deseja, por exemplo. Vocês já notaram que quando lêem uma revista, jornal, certo artigos chamam mais a atenção de vocês? E outros não chamam atenção de jeito nenhum? Aqueles que chamam a atenção são aqueles que você capta com a sua antena. Os outros são ignorados pela sua antena. Utilize esta ferramenta para ativar sua antena e novas informações irão chamar a sua atenção que antes você não percebia.
Então, se você usar estas ferramentas para criar um novo corpo ou novo peso, você automaticamente gera um novo nível de importância para estas coisas. Você literalmente dá para a sua antena instruções para procurar coisas que possam ajudar. Por isso, quando você lê uma revista, você está mais propício a perceber artigos ligados a saúde ou peso. Um artigo que normalmente passaria batido irá agora chamar a sua atenção.
A sua antena cria uma ultra-percepção a respeito da sua nova meta. Seus pensamentos sobre o assunto irão mudar, e, no processo, as coisas que você vê e ouve irão mudar em conformidade. Esta é a verdadeira beleza da sua antena. Estas coisas acontecem subitamente e por isso é que ser um observador é tão importante.
Sua antena irá fazer com que você gere uma percepção sobre coisas as quais nunca havia visto antes. Coisas que estavam bem na sua frente e que você nunca notou. A forma como gosto de colocar isto é: “A maneira de fazer qualquer coisa que você queira, já existe. Você precisa apenas se sintonizar nela”. Na verdade, eu tenho esta afirmação perto daqui, na parte de baixo da página 19[1]. Por favor, circulem-na. “A maneira de fazer o que você quer já existe. Mas está fora da sua percepção. Deixe a sua antena encontrá-la pra você”.
Vou dar alguns exemplos para realmente focarmos nisto.
EXEMPLO Nº 1: EU TENHO MAIS PROSPECTOS DO QUE POSSO ATENDER
GARY: Em 1983, eu queria me mudar de Portola Valley, Califórnia, para o The Sea Ranch, Califórnia. Quantos sabem onde fica isso… The Sea Ranch? (mãos levantadas). Ah, a maioria de vocês. É lá na costa Sonoma. Eu tinha acabado de terminar o meu segundo divórcio e dei a minha segunda pequena fortuna, portanto não tinha tanto no sentido financeiro (risos). É verdade. Eu preferia dar do que passar por toda consternação emocional que há com a briga pelo dinheiro. É muito caro… emocionalmente falando.
Mas eu tinha o começo de um novo pequeno negócio. Eu havia levantado algumas centenas de milhares de dólares com alguns amigos para um investimento em sociedade. O desafio era que eu havia escolhido me mudar para Sea Ranch… população de 300… e eu precisaria falar com planos de pensão e pessoas com centenas de milhares de dólares para investir nesta pequena sociedade. E eles não moravam em Sea Ranch, moravam? Não… eles estavam em São Francisco… 2 horas e meia de distância.
Eu não tinha dinheiro suficiente nesta pequena sociedade para poder financiar o meu caminho neste mundo, então eu sabia que teria que começar a prospectar para vender. De acordo com isso, eu criei uma afirmação que dizia, “Tenho mais prospectos do que posso atender.”
Agora, parece um pouco estranho para alguém morando longe, dizer, “eu tenho mais prospectos do que posso atender” e esperar ter prospectos ricos aparecerem para fazer negócio? Isto soa estranho para alguém? Vocês fariam isso?
HOMEM: Eu faria.
GARY: Bem, você faria. Certo. Um ou dois fariam. Quantos realmente fariam? (dois ou três levantaram as mãos). Quantos de vocês realmente hesitariam em fazer isto? (muitas mãos levantadas). Certo. Mas eu continuei fazendo aquela afirmação.
Agora eu sabia que quando me mudasse para Sea Ranch, eu poderia dirigir sempre para e de Santa Rosa para fazer negócios. É uma hora e meia de distância para cada lado. Mas 2 horas e meia para São Francisco e a volta (cinco horas de viagem) seria o que eu deveria fazer. Mas seria um exagero, em termos práticos, para fazer diariamente. Mas eu me mantive falando aquela afirmação e imaginando aquilo acontecendo.
Lembra que eu estava falando mais cedo que quando a gente lê revistas, certas coisas chamam nossa atenção? Bem, eu estava criando uma percepção para ter mais prospectos do que eu poderia atender. Na verdade, eu os imaginava ligando para mim. Eu não precisava ligar. Eles me ligavam.
Observem que, eu não tinha a menor idéia de onde estes prospectos viriam. Não tinha nem o conceito. Apenas sabia que a maneira de fazer isso já existia e que a minha antena acharia pra mim. Tudo que tinha que fazer era tornar isto importante para a minha mente. Aquela afirmação e um pouco do sonhar durante o dia eram minhas ferramentas.
Um dia, depois de me mudar para Sea Ranch, eu estava olhando a minha biblioteca motivacional e encontrei um livro que havia lido pelo menos 50 vezes. Era sobre a filosofia e idéias de negócios de Bem Feldman, um vendedor de seguros altamente bem sucedido. Naquele livro havia uma idéia que havia visto inúmeras vezes, mas, nas leituras prévias, não prestei muita atenção a ela porque minha antena não estava orientada da maneira que estava agora.
Aqui está a idéia. Quando Ben Feldman queria uma audiência com o presidente de uma grande corporação, ele ia à recepção do escritório, a frio… ninguém sabia que ele estava vindo… e ele dava a recepcionista 5 notas de $ 100,00. Ele dizia para ela dar as notas para o Mr. Johnson, o presidente, com uma nota que dizia, “eu troco isto por cinco minutos”.
O que a recepcionista iria dizer… ”não”? Normalmente, ela iria diretamente dar a nota e o dinheiro para o Sr. Jonhson. O resultado? Ben conseguia ver muitos prospectos altamente qualificados. Também ocorria, pelo menos conforme o livro, que todos davam o dinheiro de volta. Eles realmente não queriam ficar com o dinheiro. Eles gostavam da idéia inteligente e garantiam a entrevista baseados nisto.
Então, aí estava eu… quebrado. Não deveria dizer quebrado, mas eu não tinha os recursos suficientes para colocar cinco notas de cem dólares com tanta freqüência. Mas vejam, minha antena estava fora desta história, que eu havia lido muitas vezes antes, me provocou a pergunta a mim mesmo, “Qual é o custo de uma ligação de vendas de qualidade?”
O que você pagaria, vocês vendedores da platéia, para ficar em frente a alguém que já saberia sobre o que você iria falar… estaria interessado… teria o dinheiro para comprar o que você queira vender… e você já teria uma ligação quando entrasse no escritório?
Quantas ligações “frias” você tem que fazer para finalmente encontrar uma pessoa que se encaixa nesta categoria? Quantas?
SENHORA: Mais de 10.
GARY: Mais de 10? 50 ou 100 na minha experiência. Qualquer que seja o número, é muita ligação e muito tempo. E tempo é caro.
Então, utilizando esta idéia que a minha antena acabou de encontrar, eu adquiri uma lista de planos de pensão em São Francisco que me deu o nome e endereço dos consignatários destes planos. Então eu fiz uma carta que dizia, “Prezado Mr. Johnson. Trocarei isto…” e colocava uma nota novinha de US$100,00 “…por vinte minutos”. E colocava uma carta atrás com o básico do que eu queria discutir e então pedia para que ele me ligasse para marcar.
Eu enviei estas cartas, e advinhem o que aconteceu? Eles me ligaram. Metade deles me retornou dizendo, “Ah, eu realmente não estou interessado, mas você teve uma idéia inteligente”. A maior parte da outra metade me ligou. Eu liguei para alguns apenas porque eles não responderam dentro de uma semana. Mas a maioria me ligou. E então eu ia para São Francisco e tinha 7 ou 8 encontros por dia por 2 a 3 dias seguidos. Depois eu voltava e fazia o processo inteiro novamente.
Com isso eu construí uma sociedade de US$ 20.000.000,00. Os prospectos estavam sorrindo quando me viam. Eles me convidaram. Eles tinham café pra mim. Eu não bebia café, mas eles tinham pra mim, de qualquer forma. Agora, deixe-me perguntar. A forma de ter mais prospectos do que eu poderia dar conta já existia?
PLATÉIA: Sim.
GARY: Eu estava sintonizado nela de primeiro?
PLATÉIA: Não.
GARY: Você precisa apenas se sintonizar. Minhas afirmações e ato de sonhar durante o dia ativou a minha antena que, por sua vez, achou a idéia para mim. Existem outras formas de prospectar por sinal. Não há apenas um caminho para se fazer isso. Sua antena irá achar muitas alternativas se você der a chance.
HOMEM: Quantos guardaram a nota de US$ 100,00 e não marcaram com você?
GARY: Alguns. Eu diria que um entre vinte guardaram a nota de cem… ou disseram que nunca receberam… ou algum empregado roubou… ou algo assim. Por outro lado, muitos que marcaram o encontro também me devolveram a nota de cem.
HOMEM: Você mandou por carta registrada?
GARY: Sim, carta registrada. Eles assinaram e tudo mais. Isto faz parecer uma carta muito importante. “De quem é? Gary Craig?… Quem é? Carta registrada… Será um processo judicial? Melhor abrir”. Então a recepcionista abre a carta e diz, UAU. Ela dá ao presidente da empresa. Eu recebo uma ligação e vou vê-lo. Isto é o que acontecia normalmente. Alguns não me viram e guardaram a nota de cem. Alguns me viram e me devolveram.
Terminou me custando mais ou menos US$ 100,00 por entrevista qualificada. Barato. Muito barato se você realmente pensar sobre isso. Analisando superficialmente parece muito dinheiro, mas, considerando tudo, foi muito barato. A forma de fazer qualquer coisa que você queira já existe. Você precisa apenas se sintonizar nela.
EXEMPLO Nº 2: CHEQUES NO CORREIO
Quero compartilhar com vocês outro exemplo por causa da importância deste assunto. Alguns de vocês devem conhecer o nome Doug Hooper. Doug é um homem adorável. Morreu há alguns anos atrás, mas, antes de morrer, deu palestras da mesma linha que estou dando aqui. Ele as chamava de “Você é o que você pensa”.
Um dia ele foi à caixa do correio e retirou um monte de material típico que a maioria de nós recebe… diga-se, lixo e algumas contas. Então ele falou para si mesmo, “estou sempre pregando sobre o poder do nosso pensamento. Vou colocar isto em prática aqui… eu quero cheques no correio”. É claro que ele já havia recebido cheques no correio antes, mas não com a freqüência que estava procurando. Ele não sabia de onde eles iriam vir. Nem sabia para quê ou o valor.
Ainda assim, ele sabia que poderia criar um fluxo freqüente de cheques com seus pensamentos. Apesar dele não utilizar o termo “antena”, ele estava bastante familiarizado com o conceito de que a forma de se fazer qualquer coisa já existe. Você precisa se sintonizar nela. Então ele começou a imaginar uma rotina diária de cheques no correio.
Agora, quantos de vocês acham que isto é pelo menos provável de acontecer? Estou curioso. (Algumas mãos levantadas). Quais são as chances de sucesso de alguém imaginando cheques no correio e ver isto realmente acontecer? Quais são as chances?
PLATÉIA: Uma chance em mil.
GARY: Uma chance em mil, você falou? Bem, você poderia pensar assim se não estivesse acostumado com o poder da sua antena. Na minha experiência, as chances são bem grandes, mas apenas se você estiver consistentemente criando este novo pensamento. A forma de fazer qualquer coisa que você queira já existe. Você precisa apenas se sintonizar nela.
E aconteceu dessa forma. Doug começou o seu processo de imaginação e vinha para casa do trabalho a noite e perguntava à sua esposa: “Elieen, algum cheque no correio?” A propósito, ele não contou a sua mulher ou aos seus dois filhos que ele estava tentando criar cheques no correio através dos pensamentos. Isto foi para evitar as críticas que as pessoas estão prontas a fazer com relação a um esforço tão “absurdo”. Então ele não contou nem mesmo a mulher.
“Algum cheque no correio, Eileen?”, ele continuou perguntando. “Não,” ela dizia. Ele continuou fazendo essa pergunta noite após noite. Ele dizia, “Algum cheque no correio, Eileen?” Depois de um tempo ela dizia, “Nãaaaao” com uma irritação crescente. Seus filhos pensavam que isso era um pouco estranho e um filho virava para o outro e dizia, “talvez papai não esteja batendo muito bem da bola” (risos).
Mas veja, ele sabia o poder que tinha aquilo que estava fazendo, então, continuou. Neste intervalo, entretanto, nada acontecia. Nenhum cheque no correio. Nem mesmo nada parecido. Mas ele continuou imaginando mesmo assim. Ele continuou criando o pensamento porque sabia que a maneira de fazer isto iria aparecer.
Depois de mais ou menos seis meses, aconteceu dele estar no escritório do editor do jornal local de Danville, para o qual ele escrevia artigos chamados “Você é o que você pensa”. Estes artigos eram histórias sobre como os pensamentos criam coisas, o tipo de coisa que estamos falando agora. Artigos pequenos e inteligentes.
O editor falou pra ele “Sabe Doug, alguns de nossos leitores tem escrito solicitando cópias dos seus artigos”. “Bingo!” (Gary estala os dedos). A antena dele captou isto imediatamente. Ali estava a maneira de ter cheques no correio. Então ele fez um pequeno livro com seus artigos anteriores. Depois colocou uma notinha no rodapé no final de cada artigo que escrevia daquele dia em diante. Dizia assim: “Se você quiser artigos anteriores, por favor mande tantos dólares para Doug Hoooper, endereço e tal”.
Cheques no correio.
Eu ouvi Doug contar esta história sete anos depois do primeiro “cheque no correio” chegar, e soube que ele tem recebido cheques todos os dias que o correio funciona, exceto por cinco ou seis dias, durante os últimos sete anos. Interessante, não?
Veja, a maneira de fazer o que você quer já existe. Você precisa apenas se sintonizar nela. Consegue ver isso? Estas histórias são muito verdadeiras. Mas você tem que manter suas ferramentas em uso para fazer a sua antena funcionar. Você precisa continuar no caminho.
Abraços, Gary
[1] Esse número de página se refere à apostila que o Gary Craig estava usando no seminário “Como dirigir nosso próprio ônibus.c
Posted in Palácio das Possibilidades by Deise Viegas -